Valdemir Santana, do Sindmetal, defende uma frente ampla de apoio à manutenção do modelo
Sindicalista Valdemir Santana (Evandro Seixas/A Crítica - 05/dez/2013)
Diante de mais um “golpe” na Zona Franca de Manaus com a edição de um novo decreto de redução do IPI sem a excepcionalizar os produtos fabricados aqui, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), Valdemir Santana, disse ao Sim&Não nesta sexta-feira (15) que os trabalhadores estão mobilizados para formar uma frente ampla com os demais setores (poder público e empresariado) em defesa do modelo.
O sindicalista criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “maluco”.
Questionado pela coluna sobre uma possível paralisação dos trabalhadores do Distrito Industrial, o presidente do Sindmetal não confirmou.
Valdemir disse que quer reunir com o governador Wilson Lima (União), empresários e parlamentares para discutir as possíveis reações, jurídicas inclusive.
“A gente vai chamar para conversar. A gente vai convocar os empresários, o governador, os oito deputados federais, mesmo os do partido do Bolsonaro, os três senadores, os 24 deputados estaduais e os vereadores de Manaus. Eles foram eleitos para defender o Amazonas e não este genocida”, disse.
“Faz três anos que ele (Bolsonaro) faz essa maldade com o povo amazonense. Muita gente acreditava que ele resolveria as coisas. Mas, ele quer se vingar dos parlamentares que atuaram na CPI da Covid”, disse.
“Esse senhor que o Brasil elegeu é meio maluco, maluco mesmo, doido!”, disparou.
Em maio de 2021, enquanto a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia investigava possíveis crimes cometidos pela administração de Bolsonaro durante a crise sanitária, gerando um desgaste no governo, o presidente fez uma ameaça aos senadores do Amazonas que atuavam no colegiado, Omar Aziz (PSD), que presidia a CPI, e Eduardo Braga (MDB).
“Imagine Manaus sem a Zona Franca. Hein, senador Aziz? Você que fala tanto na CPI, senador Eduardo Braga. Imagine aí o Estado, ou Manaus, sem a Zona Franca?”, declarou à época.
Quase um ano depois, o presidente cumpre a ameaça.